Em 1948 é criado entre três países um acordo que permite a livre circulação de mercadorias - anulando, portanto, as tarifas alfandegárias; estes três países foram a Bélgica, Holanda e Luxemburgo que ficaram conhecidos por Benelux Em 1950, o economista Jean Monnet concebe a CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço) tendo por base a Declaração de Schuman. A CECA era constituída pela Alemanha, França, Itália e pelos três países do Benelux Por fim surge, em 1957, a Comunidade Económica Europeia, constituída pelos seis países referidos anteriormente (Alemanha, França, Itália e Benelux).Os objectivos da CEE eram essencialmente económicos: pretendiam estabelecer um mercado comum, uma aproximação progressiva das políticas económicas e uma expansão contínua e equilibrada.
terça-feira, 23 de março de 2010
Formação da CEE
quarta-feira, 17 de março de 2010
O corte de relações entre a URSS e a China
Em 1949, Mao Tsé-Tung fundou a República Popular da China. O regime político aí implantado tinha características específicas, através das quais Mao ajustava a doutrina marxista-leninista à realidade chinesa (maoísmo). Assim, em vez da ditadura do proletariado, Mao enalteceu o papel dos camponeses. A novidade consistia em construir o socialismo num país agrário: - Em vez da indústria pesada, as medidas tomadas visavam o desenvolvimento agrícola: em 1958 foi levada a cabo uma reforma económica intitulada “o grande salto em frente”, que tinha por base o fomento da agricultura e a integração dos camponeses em comunas populares lideradas pelo PCC. Esta reforma foi um fracasso, pois os meios técnicos eram reduzidos e os métodos de trabalho utilizados nas oficinas eram antiquados
- Em vez da submissão a Moscovo, Mao estabeleceu os fundamentos doutrinários de um socialismo nacionalista. Criticou o socialismo de Kruchtchev, acusando-o de “não escutar as massas”
Por divergências ideológicas e na condução da economia., em 1960, as ligações que existiam entre a URSS e a China romperam-se, agravando as dificuldades económicas da China.
Em 1964, o culto a Mao e ao maoísmo foi estimulado através da Revolução Cultural, movimento que pretendia aniquilar todas as manifestações culturais – na literatura, na arte, no ensino – que se afastassem do modelo socialista de Mao. A propaganda ideológica tinha por base o “livro vermelho” que reunia citações de Mao. A Revolução Cultural deu origem a excessos de agitação social que resultaram na humilhação, perseguição e assassínio de muitos cidadãos considerados contra-revolucionários.
O corte com a URSS trouxe a aproximação aos EUA, cujo presidente – Richard Nixon – visitou a China em 1971. No mesmo ano a China tornou-se membro da ONU.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Afirmação do Japão
- A derrota do Japão teve custos humanos e materiais muito elevados: a bomba atómica arrasou as populações das cidades de Hiroxima e Nagasáqui e o restante território, embora em menor escala, sofreu também uma grande destruição causada pela guerra; o país perdeu a soberania, ficando sob a autoridade dos EUA
- Sendo um país pobre em recursos naturais, o Japão tinha que importar carvão, petróleo e gás para a indústria
- A área cultivável do Japão era reduzida
- O sistema social era altamente hierarquizado, submetido ao imperador e à nobreza
Perante este quadro, o facto de o Japão ocupar, 30 anos após a guerra, o terceiro lugar na economia mundial e conseguir ascender para o segundo lugar durante os anos 90, após o desmembramento da URSS, deve-se a vários factores:
- A ajuda americana: enquanto ocuparam o Japão, os EUA ofereceram-lhe auxílio económico, aboliram a nobreza, fizeram aprovar a Constituição de 1945, incentivaram o controlo da natalidade e o acesso ao ensino. Esta intervenção provocou rápidas mudanças na sociedade e na economia, permitindo, aos EUA, dispor de um aliado para conter a expansão comunista na Ásia
- A estabilidade política (assegurada pelo Partido Liberal-Democrata no poder desde 1955)
- O investimento privado na indústria. Os sectores que registaram um maior desenvolvimento foram, numa primeira etapa (1955-1961), a indústria pesada e de bens de consumo e, numa segunda etapa (1966-1971), a siderurgia, a indústria automóvel e a produção de televisores
- O incentivo do Estado, nos anos 60, à formação científica, que se traduziu, em curto prazo, num extraordinário avanço tecnológico
- O papel protector das empresas relativamente aos seus funcionários, o que permitiu a melhoria da produtividade e fracos índices de contestação social, apesar dos baixos salários
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Propaganda comunista
Doutrina de Jdanov: «As potências que actuam no teatro mundial agrupam-se em dois campos distintos: o campo imperialista e antidemocrático de um lado; o anti-imperialista e democrático de outro. Os Estados Unidos são a principal força dirigente do campo imperialista, a Inglaterra e a França estão unidas aos Estados Unidos. [...]. O seu objectivo consiste no fortelacimento do imperialismo, na preparação de uma nova guerra imperialista, na luta contra o socialismo e a democracia, assim como no apoio a todos os regimes e movimentos reaccionários, antidemocráticos e pró-fascistas. O outro campo é constituído pelas froças anti-imperialistas e democráticas. A sua força reside na URSS e nas novas democracias. O campo anti-imperialista apoia-se no movimento operário e nos movimentos democráticos de todos os países, nos Partidos Comunistas irmãos, nos movimentos de libertação dos países coloniais e dependentes [...]. O fim da Segunda Guerra Mundial colocou aos povos amantes da liberdade a importante tarefa de assegurar uma paz democrática durável, consolidando a vitória sobre o fascismo. É à União Soviética e à sua política externa que pertence o papel dirigente na concretização desta tarefa primordial do pós-guerra.» Relatório de Andrei Jdanov, à Conferência dos Partidos Comunistas Europeus, a 22 de Setembro de 1947, que apresenta a mesma estrutura da doutrina de truman: apresenta todas as vantagens de se viver num país apoiante do bloco soviético, e critica o governo do bloco capitalista. Trata-se assim, de propagação do bloco soviético, também com o intuito de apelar aos países o seu apoio.
Propaganda capitalista
Doutrina de Truman: «No actual momento da história do mundo, quase todas as nações têm de escolher entre dois modos de vida alternativos. E essa escolha não é, normalmente, livre. Um dos modos de vida baseia-se na vontade da maioria e distingue-se pelas suas instituições livres, por um governo representativo, por eleições livres, pelas garantias de liberdade individual, de liberdade de expressão e de religião e pela ausência de opressão política. O segundo modo de vida baseia-se na vontade da minoria imposta pela força à maioria. Assenta no terror e na opressão, numa imprensa e numa rádio controladas, em eleições viciadas e na supressão das liberdades individuais. Penso que a política dos Estados Unidos deve ser a de apoiar os povos livres que se encontram a desenvolver acções de resistência contra as tentativas de subjugação lançadas por minorias armadas e apoiadas por pressões externas. Penso que devemos ajudar os povos livres a moldar o seu próprio destino como entenderem. Penso que a nossa ajuda deverá ser essencialmente de natureza económica e financeira, essencial à estabilidade económica e a uma vida política serena. O mundo não é estático e o status quo não é sagrado. Mas não podemos permitir a sua alteração [...] por métodos coercivos [...]. Ao ajudar as nações livres e independentes a manterem a sua liberdade, os Estados Unidos estarão a concretizar os princípios da Carta da Nações Unidas.» Este foi o discurso apresentado por Harry Truman ao Congresso, a 12 de Março de 1947, que expressa claramente as características do bloco capitalista, "comandado" pelos Estados Unidos, inferiorizando e mostrando todos os defeitos do seu rival - o bloco comunista, "comandado" pela URSS. Deste modo, este documento é considerado uma forma de propaganda do bloco capitalista, a fim de conseguir mais países apoiantes. domingo, 21 de fevereiro de 2010
Dois mundos opostos
Apesar disto, durante este período a Guerra Fria assumiu-se sob várias formas: propaganda política junto das populações, destacando as qualidades de um modo de vida por oposição ao outro, a fim de aumentar o numero de países apoiantes; intromissão nas questões de política internacional; e ambos os blocos requisitaram para a sua segurança e para ameaça ao outro bloco bastante armamento (arsenal nuclear).
Entre 1947-1955 inicia-se a Guerra Fria. É assumido pelas duas potências a separação ideológica, os EUA através da doutrina de Truman e a URSS da doutrina de Jdanov. A NATO, pelos EUA e o Pacto de Varsóvia, pela URSS, celebram as alianças militares para enfrentar um possível ataque; estes dois pactos, ainda que cada um pertencente a cada bloco, não evidenciam grandes diferenças entre eles. Neste período, os conflitos mais marcantes foram o Bloqueio de Berlim em 1948-49, a guerra entre a Coreia do Norte (comunista) e a Coreia do Sul (capitalista) entre 1950 e 1953 e a guerra da Indochina (1954).
Os anos que se seguiram, entre 1955-1962, consistiram na fase da coexistência pacífica da Guerra. Kruchtchev, sucessor de Estaline desde a sua morte (1953), tenta durante esta etapa uma aproximação ao Ocidente, simbolizada na visita aos EUA realizada em 1959. Em 1961 construiu-se um muro que viria a dividir Berlim oeste e Berlim leste, transformando a Alemanha em dois mundos incomunicáveis. Ainda neste fase, em 1962, a questão dos mísseis apontados aos EUA esteve perto de originar um conflito armado. Depois da questão de Cuba e até 1975 foram realizados vários acordos para a redução do arsenal nuclear e a Conferência de Helsínquia, em 1975, para o entendimento na Europa. No entanto, os EUA intervêm na guerra do Vietname, onde acabam por ser derrotados.
O período entre 1975-1985 marca a corrida aos mísseis em ambos os blocos (que se intensifica nesta altura), a invasão do Afeganistão por parte da URSS (1979), para impedir que o regime comunista seja derrubado, e é iniciado pelo presidente dos EUA, Ronald Reagan, um programa de rearmamento chamado "guerra das estrelas".
domingo, 7 de fevereiro de 2010
A Carta das Nações Unidas
A preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra que por duas vezes, no espaço
de uma vida humana, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade;
A reafirmar a nossa fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da
pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, assim como das
nações, grandes e pequenas;
A estabelecer as condições necessárias à manutenção da justiça e do respeito das
obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes do direito internacional;
A promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de um conceito
mais amplo de liberdade;
A praticar a tolerância e a viver em paz, uns com os outros, como bons vizinhos;
A unir as nossas forças para manter a paz e a segurança internacionais;
A garantir, pela aceitação de princípios e a instituição de métodos, que a força armada
não será usada, a não ser no interesse comum;
de todos os povos;
OBJECTIVOS.
Em vista disso, os nossos respectivos governos, por intermédio dos seus
representantes reunidos na cidade de São Francisco, depois de exibirem os seus plenos
poderes, que foram achados em boa e devida forma, adoptaram a presente Carta das Nações
Unidas e estabelecem, por meio dela, uma organização internacional que será conhecida pelo
nome de Nações Unidas.
1. Manter a paz e a segurança internacionais e para esse fim: tomar medidas colectivas
eficazes para prevenir e afastar ameaças à paz e reprimir os actos de agressão, ou
outra qualquer ruptura da paz e chegar, por meios pacíficos, e em conformidade com os
princípios da justiça e do direito internacional, a um ajustamento ou solução das
controvérsias ou situações internacionais que possam levar a uma perturbação da paz;
2. Desenvolver relações de amizade entre as nações baseadas no respeito do princípio da
igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas
apropriadas ao fortalecimento da paz universal;
3. Realizar a cooperação internacional, resolvendo os problemas internacionais de
carácter económico, social, cultural ou humanitário, promovendo e estimulando o
respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais para todos, sem
distinção de raça, sexo, língua ou religião;
4. Ser um centro destinado a harmonizar a acção das nações para a consecução desses
objectivos comuns.»
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O Segundo Conflito Mundial
Assim, a Segunda Guerra Mundial, teve início a 1 de Setembro de 1939, aquando a invasão alemã da Polónia, que gerou um descontentamento em Inglaterra e França, que declararam guerra à Alemanha. Formaram-se dois blocos: um constituído pelos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e outro pelos países Aliados (Reino Unido, França e Polónia), aos quais foram posteriormente aderindo outros países.
O Japão, país aliado da Alemanha, ataca a base americana de Pearl Harbour no dia 7 de Dezembro de 1941, o que originou a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial em 1942. Desta forma, o ano de 1942 foi caracterizado por mudar o desenrolar da guerra: no Pacífico, a ofensiva japonesa foi travada na batalha de Midway e os EUA deram início à reconquista das posições ocupadas pelos Japoneses; a Alemanha sofreu mais um passo para a sua derrota no Norte de África com a batalha de El Alamein; na frente oriental, a derrota alemã em Estalinegrado, em Janeiro de 1943, marcou o avanço soviético.
Desde o início de 1943 que os Aliados atacavam continuamente todas as frentes; em 1944 o exército soviético deu início à incursão em território alemão, e os Aliados abriram uma terceira frente europeia em França, com o desembarque na Normandia. Nos primeiros meses de 1945, conjugaram-se a grande ofensiva soviética e as ofensivas anglo-norte-americanas, que provocaram o suicídio de Hitler e a rendição da Alemanha em Maio. No Pacífico, o governo dos EUA lançou bombas atómicas sobre as cidades de Hiroxima e Nagasaki, que provocaram quase 200 000 mortos; o Japão rendeu-se em Setembro de 1945.
Assim, deu-se o fim da Segunda Guerra Mundial, da qual saíram como principais vencedores os EUA e a URSS, que se tornaram nas duas potencias mundiais que viriam governar o mundo futuramente.
